O que faria um cliente visitar um parque? E por que retornaria em outra oportunidade a esse parque? A resposta para essas perguntas é inovar. 


 

 

Recentemente o Ministério do Turismo divulgou que o número de visitantes em parques temáticos no Brasil aumentou no geral nos seis primeiros meses de 2016. Mas também a concorrência aumentou. No Brasil há mais de 200 parques temáticos e clubes, além dos muitos parques que são lançados anualmente, principalmente aquáticos.

 
Inovação é uma necessidade. Inovar nas atrações, na experiência dos clientes, nos serviços e atendimentos, em como resolver problemas dos visitantes, no uso da tecnologia. Enfim, há várias maneiras de levar alguma novidade para os visitantes day use dos parques.

 

O parque aquático Aldeia das Águas, em Barra do Piraí/RJ, consegue inovar em suas atrações, não ficando restritas apenas as piscinas. Recentemente, foi inaugurada a tirolesa, Skylink, uma atração diferenciada, pois o público-alvo é o jovem apaixonado por esportes radicais.

Atração infantil no Aldeia das Águas - Turma da Mônica.

Atração infantil no Aldeia das Águas – Turma da Mônica.

 

O diretor executivo do Aldeia das Águas, Valmir Ferreira, ressalta a importância de sempre conhecer bem o público para investir em atrações. ”Acreditamos que inovar em atrações é levar ao nosso público experiências únicas, tanto em relação à originalidade do equipamento, quanto na forma com que o visitante tem acesso a ele”.

 

Segundo Ferreira, um caminho para a inovação em parques aquáticos é ter outras atrações não ligadas a piscina, como o Aldeia das Águas faz, com o circuito de arvorismo, parede de escalada e a tirolesa Skilink, de 300m de extensão e 50m de altura, atingindo até 60 km/h. ”A Skylink é mais uma atração do parque, criada para proporcionar diversão e sem nenhum custo adicional ao visitante”.

 

O diretor executivo do Aldeia das Águas afirma que deve-se estudar a região no qual o parque está localizado para decidir qual inovação em serviços é a mais indicada. ”É importante ressaltar que existem várias maneiras de trabalhar, e o que dá certo em algumas regiões do país, pode não render tanto sucesso em outras”.

 

Atendimento e serviços diferenciados são inovações

Rodrigo Macedo, da Tríade Soluções

Rodrigo Macedo, da Tríade Soluções

O diretor da Tríade Soluções Inteligentes, Rodrigo Macedo, destaca que usar tecnologia em parques hoje é de vital importância, tanto como inovação e até mesmo como forma de melhorar os serviços prestados. ”Não adianta o parque apenas investir em uma atração se não consegue oferecer um serviço de qualidade, e isso só se consegue aliando com os recursos tecnológicos”, afirma. ”Os parques precisam potencializar a experiência dos seus clientes e fidelizá-los com o uso da tecnologia”.

 
Macedo exemplifica como um parque pode usar a tecnologia. ”Um exemplo seria a disponibilidade de aplicativos para smartphone no qual o visitante compre ingresso, recarregue o cartão de consumo e visualize o extrato financeiro. Outro é o acesso direto ao parque sem enfrentar filas para aqueles que adquirem os ingressos pela internet”.

 

Macedo destaca que os parques brasileiros estão avançando na gestão e operação, espelhando nos modelos estrangeiros, mas colocando a cultura regional, porém ainda há muito que evoluir.

 

”O maior entrave é ainda a falácia que é possível fazer por conta própria, e que investir em tecnologia é apenas um commodity. A visão tem se modificada, principalmente nos parques de maior porte, e com certeza isso se refletirá nos demais”, afirma Macedo. ”Tecnologia não deve ser vista como custo, mas como investimento para atração e retenção de clientes”.