Painelistas discutiram sobre como os negócios de propriedade compartilhada podem aproveitar mais as análises de dados dos clientes


O painel ‘’Big Data – Inteligência do futuro?’’ encerrou o segundo dia do LASOS (Latin American Shared Ownership Summit), evento promovido pela RCI (Resorts Condominiums International, que acontece entre os dias 17 e 19 de outubro, no Hotel Intercontinental, localizado em Buenos Aires, Argentina, e contou com a participação de Alejandra Fehrmann, da gA CORPORATE; Gabriel Richaud, da IAB México; Phil Brojan, da RCI; e como moderador, David Fuentes, da Tore.

 

O moderador David Fuentes iniciou o debate explicando o que os painelistas iriam discutir: ‘’o que queremos é que vocês entendam o que é o Big Data e como isso afeta no nosso dia a dia’’, disse. ‘’Como explicariam o que é o Big Data e que impacto pode ter no nosso setor?’’, perguntou para os painelistas.

 

Alejandra Fehrmann explicou que Big Data são quantidades enormes de dados, que são gerados o tempo inteiro, por quem compra, por quem se hospeda. ‘’O mais importante é como usar esses dados e como podem melhorar a experiência dos consumidores’’.

 

Gabriel Richaud trouxe outro ponto do Big Data, de ter os dados das pessoas que assistem a apresentação de tempo compartilhado e não compram. ‘’No futuro poderia desenvolver um produto para esse consumidor’’.

 

De acordo com Phil Brojan, o desafio do Big Data é capturar os dados e analisar em tempo real. ‘’Não é só ter um CRM e esse é um gap maior na indústria’’.

 

O moderador David Fuentes perguntou: ‘’Como começar a gerencia o Big Data? Um setor hoteleiro tem todos os dados dos hóspedes e as salas de vendas também?

 

Para Alejandra, primeiro deve-se revisar a estratégia do negócio. ‘’O importante é saber onde está o ponto mais fraco da companhia, devo mudar a segmentação, ver em que época a ocupação é mais forte, etc’’.

 

Já Gabriel Richaud disse que o capital humano é muito importante nesse tipo de análise. ‘’O fato de ter uma equipe na organização que possa fazer isso é importante, os dados se tornam um insumo fundamental’’, falou. ‘’Os dados serão os argumentos para justificar um investimento’’.

 

Segundo Phil Brojan, pode-se criar novos padrões, novas configurações, novas conexões, novos  insights, novas operações. ‘’Muitos úteis para aplicar uma nova estratégia’’.

 

‘’Qual o custo do Big Data, com sistema, tecnologia e capital humano?’’, perguntou o moderador.

 

‘’Qual o custo de fazer um site na web. Fazer um site depende do potencial. Também a estratégia do Big Data. Um hotel boutique ou um grande empreendimento? Depende do tamanho do problema’’, respondeu Gabriel Richaud.

 

Para Alejandra, o investimento não é baixo, mas deve-se pensar no que esses dados darão para o negócio. ‘’Eu começaria com os dados que teriam impacto no curto prazo, para ir para o médio e longo”.

 

Phil Brojan explicou que o custo maior vem de captar e analisar esses dados. ‘’Há dados que são irrelevantes, mas se tornam relevantes depois de analisados’’, afirmou. ‘’Há um custo inicial fixo, não é barato, mas são módulos, pode valer a pena os investimentos, depende do tipo de companhia’’

 

  • A Revista Turismo Compartilhado cobre o LASOS 2017 a convite da RCI Brasil.
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