Alberto Coppel, CEO do Pueblo Bonito Golf & Spa Resort, palestrou durante seminário de turismo compartilhado


Um empreendimento hoteleiro tem altos investimentos, mas o mais importante é o investimento em capital humano, não apenas em capacitação, mas ajudando desde questões pessoais até profissionais. Isso é o que defendeu o CEO do Pueblo Bonito Golf & Spa Resort, Alberto Coppel, em sua palestra no ADIT Share 2019, seminário para o mercado de turismo compartilhado, organizado pela ADIT Brasil, que acontece nos dias 06, 07 e 08 de junho, em Foz do Iguaçu/PR.

O Puerto Bonito é um grupo hoteleiro mexicano, que trabalha com hotelaria tradicional e tempo compartilhado, com direito de uso. Atualmente, o timeshare do grupo conta com uma base de aproximadamente 100 mil famílias associadas, com 40% das vendas de upgrades.

‘’Por que as famílias querem continuar conosco? Por que vendemos experiência, trabalhamos para que o cliente tenha vontade de querer mais’’, disse Alberto Coppel. ‘’Por isso, Puerto Bonito tem produtos muito econômicos até residências de alto padrão, de até 5 milhões de dólares. Mas o diferencial desta empresa são os colaboradores’’.

De acordo com o palestrante, o fator humano é a maior vantagem competitiva de uma empresa. ‘’Pensava que os clientes vinham em primeiro lugar, mas não. Primeiro, são os colaboradores, depois os clientes, depois as empresas. Porque se queremos que os clientes sejam bem cuidados, devemos cuidar bem dos colaboradores, pois eles atenderão os clientes’’.

‘’Temos a filosofia que os problemas das pessoas ficam na porta, antes de entrar na empresa, mas isso não funciona, as pessoas entram para trabalhar com suas frustrações e medos’’, afirmou o CEO do Puerto Bonito. ‘’Mas podemos aumentar as vendas ajudado essas pessoas’’.

Ele contou que nem sempre foi assim em Puerto Bonito. Antigamente ele era um chefe comum e não um líder, que não escutava e não entendia os colaboradores. ‘’A primeira característica do líder é a humildade’’.

A primeira mudança foi pessoal, como disse Alberto Coppel. Ele precisou trabalhar seu ego e aprender a escutar os colaboradores. Depois foi implementado programas de desenvolvimento humano em Puerto Bonito, para ajudar os colaboradores que tinham problemas, desde questões educacionais até coisas mais profundas, como drogas, álcool, depressão, frustrações, baixa alto-estima, etc

‘’Quanto custa para empresa o medo das pessoas? Quanto custa a depressão, as drogas, o assédio sexual? Quanto custa para não deixar as pessoas a se desenvolverem?’’, falou o palestrante. ‘’Temos que trazer esses processos. Temos que trabalhar muito além do salário. O salário é importante, mas há o salário mental, espiritual’’

‘’O meu trabalho é despertar o talento nas pessoas, não quero as pessoas brilhem como eu, mas brilhem mais que eu. Assim, conseguimos que o talento gere resultados para a empresa’’, finalizou Alberto Coppel.

  • A Revista Turismo Compartilhado cobre o ADIT Share 2019 a convite da ADIT Brasil.
Please follow and like us: