Como as evoluções tecnológicas impactam negócios de timeshare e multipropriedade?


Imagine as operações comerciais de tempo compartilhado antigamente, sem internet, sem tablets, sem celulares, sem redes sociais. Não restam dúvidas que os players tiveram que evoluir seus processos para se adequar as evoluções tecnológicas. Acompanhar essas evoluções ajuda a decifrar para onde irão os consumidores no futuro, para se antecipar a essas mudanças ou ser inovador e pioneiro.

A Revista Turismo Compartilhado conversou com profissionais do segmento que trabalham especificamente com gestão e estratégias utilizando ferramentas tecnológicas para melhorar as performances das operações comerciais, sobre o que é utilizado atualmente e as tendências de tecnologia para propriedade compartilhada.

Marketing
Alguns players do segmento já utilizam captação de leads, tanto para salas in house e off site, pelas redes sociais, buscando aumentar o número de clientes qualificados, rastreando os perfis dos usuários localizados próximos do destino ou sala de vendas, assim conseguindo, ao mesmo tempo, divulgar a marca e conversão de vendas

”O monitoramento de redes sociais, baseada em geolocalização, ajuda a ter um maior entendimento sobre o perfil de pessoas que estejam próximas de salas de vendas, ou pontos de captação externo. Pode-se analisar através de post nas redes, o perfil e comportamento. Dessa forma, consegue-se captar esse público, enviando uma mensagem certa, no contexto certo e para a pessoa certa”, explica Márcio Ferreira, gerente de inteligência de negócios do GR GROUP.

O sócio-diretor da TimeShare Soluções (TSS), Rafael Rezende, uma empresa de tecnologia especialista em softwares de gestão para timeshare e multipropriedade, destaca os avanços de softwares visando aumentar a quantidade de leads qualificados para as salas de vendas ”Os softwares da TSS poderão utilizar câmeras de monitoramento em diversos pontos turísticos para capturar imagens de pessoas, fazer o reconhecimento facial de perfis em redes sociais, e redirecionar dados ao controle de abordagem”.

Sala de Vendas
Um dos desafios das operações comerciais é oferecer uma grande experiência para os consumidores dentro da sala de vendas, para que a sensação de estar de férias seja a mais real possível e se concretize em vendas. Praticamente todas as operações do país utilizam tablets para as apresentações, algumas contam com óculos de realidade virtual e projeções mapeadas nas paredes.

Rafael Rezende enfatiza a necessidade das empresas investirem em salas de vendas com recursos tecnológicos, como um meio de encantar e se comunicar melhor com os clientes. ”A TSS projeta criar um ambiente virtualizado para as salas de vendas, composto por bots de softwares e óculos de realidade virtual, capaz de realizar a apresentação em 4D”.

Utilizar inteligência artificial, Data Science e Machine Learning para aumentar a eficiência dos consultores de vendas é a sugestão de Márcio Ferreira. ”Pode-se segmentar um prospect pelo perfil e guiar a escolha de uma pessoa que irá oferecer um melhor atendimento e conseguirá ter maior sucesso ao personalizar o produto”.

Vendas online
Comercializar produtos de timeshare e multipropriedade, e não apenas a captação de leads, ainda gera desconfiança em alguns profissionais, mas algumas empresas do setor já investem nesse segmento, que além de ser mais um canal de vendas com custo baixo, também é mais um meio de divulgação do empreendimento.

O empresário Vinícius de Sá Barbosa foi um dos pioneiros em utilizar esta opção de negócios no país, com o portal PropriedadesCompartilhadas.com. ”Quando comecei com a proposta de vender exclusivamente pela internet, a grande maioria pensava ser uma missão impossível, mas após os primeiros resultados e validação vejo que outros players começaram a lançar seus projetos para desbravar também esse oceano ainda não explorado”.

O PropriedadesCompartilhadas.com e outras empresas que já utilizam a internet como canal de vendas usam ferramentas de marketing digital para prospectar e captar os leads, para depois envolvê-los com textos, imagens, vídeos, chats e outros recursos para fechar a venda. ”É um caminho sem volta, foi assim com eletrodomésticos, móveis, sapatos, ingressos, investimentos, serviços bancários, porque não com timeshare e multipropriedade?”, questiona Vinícius de Sá Barbosa.

Pós-vendas
Márcio Ferreira salienta que o pós-vendas tem que ser ágil na comunicação, com atuação em todos os canais. ” O cliente hoje é Omnichannel, está em todas as plataformas possíveis”, diz o especialista em inteligência de negócios.

”Para isso, pode-se utilizar Chatbots, para o primeiro contato do cliente, e ajudar a equipe de relacionamento a entregar um melhor atendimento”.

Outra sugestão do gerente do GR Group é o Data Science para ajudar a entender os clientes e criar mais engajamento atrelado a proposta de valor, a antecipar quando um cliente está prestes a abandonar a empresa, a mensurar a saúde do cliente e, principalmente, melhorar a experiência e jornada do mesmo.

 

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